Antes de comprar um carro, quase todo mundo pesquisa o preço na tabela FIPE, o consumo de combustível, o IPVA. Poucos param pra pensar em quanto vai pagar de seguro — e essa conta pode representar milhares de reais por ano, dependendo do modelo escolhido. Dois carros do mesmo preço podem ter seguros com diferença de centenas de reais só pela forma como cada um é calculado como risco.

Se você está decidindo qual carro comprar (ou já tem um e quer entender se ele pesa no seguro), este guia mostra quais características realmente pesam nessa conta — e quais modelos costumam sair mais em conta.

Por que alguns carros têm seguro mais barato que outros

A seguradora calcula o prêmio olhando pro risco, não pro preço do carro. Os fatores que mais pesam:

  • Índice de roubo/furto do modelo — carros muito visados por ladrões (geralmente os mais populares e com peças fáceis de vender) custam mais pra segurar, mesmo sendo baratos de comprar;
  • Custo e disponibilidade de peças — modelos com peças caras ou difíceis de achar encarecem o reparo, e isso vira prêmio mais alto;
  • Motorização — motores 1.0 tendem a ser mais baratos de segurar que 1.6 ou turbo, tanto pelo perfil de quem dirige quanto pelo risco calculado;
  • Índice de sinistralidade histórico — modelos com histórico de menos batidas registradas pesam menos na conta;
  • Itens de segurança de fábrica — freios ABS, controle de estabilidade e airbags em maior número ajudam a reduzir o prêmio.

Uma referência real de mercado

Levantamento divulgado pela Autoesporte com base em dados da Minuto Seguros, considerando um perfil padrão de comparação (motorista de 35 anos, cinco anos de CNH, zona sul de São Paulo, sem bônus e com franquia reduzida), mostrou modelos populares com seguro anual entre a faixa de R$ 1.500 e R$ 2.200 — o que dá menos de R$ 200 por mês em muitos casos. Vale reforçar: esse é um perfil específico usado como referência. Seu valor real depende do seu CEP, idade e histórico — mas serve como ordem de grandeza de quanto um carro “seguro barato de segurar” pode custar.

Os modelos que costumam aparecer entre os mais baratos de segurar

1. Fiat Mobi
Motor 1.0, compacto, entre os hatches mais vendidos do país — combina baixo índice de roubo (não é tão visado quanto modelos maiores da marca) com peças amplamente disponíveis.

2. Renault Kwid
Estrutura simples, motor de baixa cilindrada e manutenção historicamente barata mantêm o prêmio entre os mais competitivos da categoria de entrada.

3. Fiat Cronos
Compartilha plataforma e peças com outros modelos Stellantis (Mobi, Pulse), o que reduz custo de reparo e reflete no seguro.

4. Chevrolet Onix (versões de entrada)
Apesar de ser um dos carros mais vendidos — e por isso também aparecer em rankings de roubo — as versões básicas com menos itens tendem a ter prêmio competitivo dentro da categoria de sedãs/hatches compactos.

5. Hyundai HB20 (versão Sense)
A versão de entrada, mais simples, costuma sair mais barata de segurar que as versões topo de linha do mesmo modelo — vale sempre comparar por versão, não só por nome do carro.

6. Volkswagen Polo Track
Substituto de entrada do antigo Gol, com pacote de segurança relativamente robusto (4 airbags, ABS, ESC em boa parte das versões) e ampla rede de peças pela presença histórica da marca.

7. Peugeot 208
Aparece com frequência entre os mais em conta da categoria hatch médio, com boa relação entre valor de mercado e custo de reparo.

8. Fiat Argo
Motor 1.0 ou 1.3, estrutura moderna com bons itens de série nas versões intermediárias, o que ajuda a segurar o prêmio mesmo com o carro sendo relativamente novo no mercado.

9. Chevrolet Onix Plus (versão sedan de entrada)
Mesma lógica do hatch: versão de entrada, menos itens agregados, prêmio mais competitivo dentro da família Onix.

10. Fiat Pulse (versão entrada)
SUV compacto que, nas versões mais simples, ainda consegue ficar dentro de uma faixa competitiva por compartilhar peças com o restante da família Stellantis.

O que isso muda na prática pra quem já tem o carro

Se o seu carro não está nessa lista, não significa que o seguro vai ser caro — significa que outros fatores (seu perfil, seu CEP, sua franquia) vão pesar proporcionalmente mais na conta. E se está na lista, também não é garantia de preço baixo pra todo perfil: um condutor de 20 anos com CNH nova paga mais que um de 45 anos com 20 anos de CNH, no mesmo carro, na mesma seguradora.

Perguntas frequentes

Carro popular sempre tem seguro mais barato?
Não sempre. Alguns populares são tão visados por ladrões que o índice de roubo empurra o prêmio pra cima, apesar do carro em si ser barato. É a combinação de fatores que decide, não só o preço de tabela.

A cor do carro influencia no seguro?
Não há comprovação de que a cor, isoladamente, mude o cálculo do prêmio — o que pesa são modelo, versão, ano e as características de risco já explicadas.

Trocar de carro pra um “mais barato de segurar” compensa?
Depende de quanto tempo você pretende ficar com o carro e da diferença real entre os prêmios. Vale simular antes de decidir, considerando também depreciação e manutenção — não só o seguro isoladamente.

Conclusão

Esses valores são uma referência de mercado, não uma promessa — o jeito certo de saber quanto custaria o seguro do seu carro (ou do carro que você está pensando em comprar) é simulando com o modelo, a versão e o seu perfil reais. Manda os dados que a gente cota pra você, sem compromisso.


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